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segunda-feira, 8 de março de 2010

Que dia!

Levanta cedo, faz café, leva filho na escola, despacha marido pro trabalho... Ah! Enfim paz, calma, a casa é só minha.

Mas espera aí. Final de semana teve feira, sinônimo de dinheiro no bolso. Eita, vamos separar. Primeiro o mais importante: a parte que cabe para cada família de mulheres que faz com que a Yasaí Biojóias exista. Depois, é hora de contabilizar as despesas com a feira. Oba, sobrou! Fiquei com R$ 4,00. Vou poder ir ao evento que fui convidada.

Corre-corre de novo. Fazer Almoço, buscar filho na escola, dar almoço, engolir a comida, tomar aquela ducha rápida e correr pra pegar o “Gol” (para quem não sabe: Grande Ônibus Lotado – e poxa vida como é lotado neste horário) e chegar a tempo no evento.

Ah, o evento. Aquele que fui e gastei com ônibus os R$ 4,00 que me sobraram. Poxa, um daqueles. Era um debate promovido pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente) sobre "A Contribuição das Mulheres ao Ambientalismo Brasileiro" e homenagem à atuação feminina na defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável nos últimos 30 anos. Teve até o lançamento de uma coletânea de marcadores de livros em homenagem a estas mulheres, nem todas brasileiras.

Não é que me liguei que é Dia Internacional da Mulher. É hoje meu dia? É mesmo? Pensei que eu era mulher todo dia. Nada foi diferente.

Durante o evento penso em mulheres:

- Minha mãe: Lá na época em que ela criou suas três filhas, economizando miúdos, foi difícil, mas as três sobreviveram. São todas profissionais e, como dizia mamãe, “donas dos seus narizes”.

- Minhas irmãs (Adilene e Ariana): duas batalhadoras. Como eu, sempre um tal de trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Sou a única doida das três que ainda tem que dar conta de marido e filho.

- Minhas mulheres: Aquelas em que as mãos fazem com que exista a Yasaí Biojóias.

Dona Dalva: Agricultora. Perdeu o marido já no início deste ano. Criou as filhas e agora ajuda a criar os netos. Com mãos hábeis vai cerrado adentro para coletar as maravilhas que a terra nos dá para que a filha Marina (outra mulher que muito batalha, cria o filho e ainda voltou a estudar) beneficie essa matéria prima de forma primorosa.

Márcia: Aquela que está comigo desde o início do meu projeto. Hoje ela, a mãe, a filha e até o namorado estão envolvidos na função de montar as peças de reciclagem de papel. Ainda consegue ter emprego, ganhar um pouco, sustentar dois filhos e correr... Pensa que é mole!

Zilma: Aquela que desde que meu filho (Pedro Augusto) tinha 1 ano e um mês me socorre e cuida da minha casa e desse meu tesouro com muito carinho.

Dona Aurora: Aquela que com seus 84 anos, acompanhada de seu andador, depois de criar os filhos, é capaz de sentar em seu sofá e tecer em seus dedos marcados pela vida uma renda tão delicada como é o frivolité. Usa sabedoria do tempo a seu favor.

É, são tantas as mulheres. Aí vou a um evento em que algumas são lembradas e citadas. Até figuram em marcadores de livros em sua homenagem. Então, me pergunto: e a verdadeira mulher brasileira, estas com quem convivo. Elas que fazem o Brasil ser o que é. Elas terão um dia hoje? Serão lembradas? Só sei que se não marcam livros, com certeza já marcaram a minha vida.

Foram muitas as homenagens hoje, mas na real, no dia-a-dia, será que nós lembramos que somos mulheres? Será que temos tempo para nós? Será que nossos políticos, empresas, e nem sei mais o que realmente batalham pelas mulheres? Espero que sim.

Enfim, lá estou eu acabando mais um dia, depois de muito corre-corre. Hora de preparar janta, dar comida pro filho, ver se fez a tarefa direito, colocar pra dormir e ainda estar pronta para quando o marido chegar.

Ah! Ainda vai dar tempo para fazer um colar. Então vou encerrar por aqui esta postagem e correr.

A TODAS AS MULHERES UM FELIZ DIA DAS MULHERES, TODO DIA!!!

Um comentário:

Thah disse...

Ei! Adorei o texto! Como andam as coisas?! Um mega beijo e um ótimo fim de semana!!
Saudades
Thais